Portas abertas
Podes entrar
Entrar ou sair?
Pouco importa.
Se entrares
ninguém perceberá
Se saíres
Ninguém notará tua ausência
Os olhos que ali estão
Não te verão chegar
Os ouvidos não escutarão teus passos.
A boca que te beijava
Sequer se abre para te chamar
Se falares nem haverá eco
Se chorares
Te consolarás sozinha
Rir? Estarás louca
Indiferentes te olham sem te ver
Te ouvem sem escutar
Te pressentem sem te querer
Isto?
É solidão
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
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3 comentários:
O que é isto?
Eba... que bom!
Obrigado pela visita.
A Mãe da Andarilha,
é assim que eu chamo sua filha,
me visitando também.
Mas se a porta,
aberta estiver,
entramos sem pestanejar.
Mas o importante é ser notado,
pois assim quem sabe,
sairemos pela porta,
com um convite para retornar!
Um abraços e um bom 2011 a Senhora também!
A esperança
não é a última a morrer.
Ainda vem a raiva.
E depois a solidão:
a janela aberta,
sem ninguém lá dentro,
que se fechou
quando a última ave passou.
O grande poeta catalão, Joan Margarit, disse, no seu poema "casa da misericórdia": "um bom poema, por mais belo que seja, tem de ser cruel. Não há mais nada. A poesia é agora a última casa da misericórdia."
Pois foi assim que senti o seu poema, de uma beleza imensa. Como se ele conseguisse atravessar a solidão e sobreviver.
A Djanira enriquece-nos, periodicamente.
Beijo terno.
Sombras Partidas - É por essa e outras que tenho orgulho de ser pernambucana.Ter Djanira Silva como escritora é uma dádiva para qualquer parte do mundo.
Sombras Partidas LINDOOOOOOOOOOOOOOOOO
Rouze
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